segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Equilibrio Pessoal e Profissional


Muitas pessoas descrevem o tornar-se pai ou mãe como uma 'experiência que muda a vida'. Para Cathy Leibow, entretanto, a maternidade é algo que a inspirou a mudar a vida dos outros. Quando seu filho Jason nasceu mais de vinte anos atrás com um defeito no coração e síndrome de Down, Leibow imediatamente reavaliou suas prioridades. Ela passou a trabalhar em meio período e batalhou para encontrar uma assistência adequada à criança.

Hoje Leibow é vice-presidente da O/E FamilyCare LLC em Troy, Michigan, que fornece serviços de concierge para indivíduos ocupados e empresas. Ela fundou a FamilyCare -que foi recentemente comprada- em resposta a suas próprias experiências ao tentar balancear as necessidades do trabalho e de casa. Desde que fundou a empresa mais de 20 anos atrás, ela vê um aumento no número de pessoas que dizem que ficam assoberbadas com o que é exigido delas em termos de tempo. E à medida que a geração dos baby boomers começa a se aposentar, diz Leibow, mais famílias vão acrescentar a assistência aos idosos à sua lista de responsabilidades.

Principalmente para os empresários, parece haver uma quantidade incomensurável de responsabilidade. Felizmente, há muitas maneiras práticas para os indivíduos criarem um equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar.

Saiba o que você quer
"Acho que somos uma sociedade que idolatra os workaholics", diz Bonnie Michaels, presidente da Managing Work & Family Inc., empresa de treinamento e consultoria de trabalho/vida familiar sediada em Naples, Flórida. Para muitas pessoas, é um distintivo de honra dizer que 'trabalho 14 horas por dia'. Contudo, diz Michaels, trabalhar mais não significa que você é mais produtivo. "Há estudos que mostram que você realmente não trabalha com eficácia depois de sete horas", diz ela.

Criar um equilíbrio entre trabalho/vida familiar não significa dizer não a tudo; significa estabelecer quais são suas prioridades e segui-las. "Você tem de estabelecer algumas intenções bem claras para cada dia e cada semana", diz ela. O que parece ser equilíbrio para uma pessoa obviamente seria diferente para outra pessoa. O segredo é decidir o que é que você achar ser um equilíbrio ideal. Para alguns, equilíbrio significa poder sair do serviço até uma certa hora; para outros, é uma questão de ter os fins-de-semana para si próprio; e alguns empresários podem simplesmente querer tirar as habituais férias.

Priorize
Uma vez estabelecida sua idéia de equilíbrio entre trabalho e vida familiar, é hora de botar a mão na massa e começar a fazer as coisas acontecerem. Comece por categorizar o que é urgente e o que pode esperar, diz Elaine Berke, presidente e fundadora da EBI Consulting Inc., de Westport, Massachussets, que fornece soluções organizacionais e de negócio para CEOs de pequenas e médias empresas. "Avalie por que você fica depois das 5 no serviço", diz ela. "Avalie o que aconteceria se você saísse."

Michaels recomenda manter um registro detalhado do tempo, que pode ajudá-lo a analisar aonde vai o seu tempo. Em seguida, considere quais tarefas são menos importantes e que deveriam ocupar menos do seu tempo. "Nem tudo que fazemos merece 100 %", diz Michaels. Para alguns pequenos empresários, isso pode significar contratar uma nova pessoa ou simplesmente soltar as rédeas onde fizer sentido.

Dê a si próprio uma mãozinha
Você pode saber que precisa trabalhar menos horas, ou que precisa tirar férias. Entretanto, como qualquer um que já tenha tentado fazer regime sabe -só a força de vontade não ajudará você a atingir suas metas. Eis aqui algumas medidas pró-ativas que nossos consultores recomendaram:

Limite o quanto você checa o correio de voz e o e-mail durante o dia. Pode-se gastar muito tempo com essas tarefas aparentemente breves.
Se planeja sair a uma certa hora, peça a um amigo para telefonar ou enviar um e-mail, ou acerte um alarme para você mesmo.
Não subestime o poder de levantar de sua mesa e dar uma curta caminhada -isso pode fazê-lo mais produtivo.

Procure ajuda externa
Apesar de todos os seus melhores esforços, talvez seja impossível criar um equilíbrio entre trabalho e vida familiar porque simplesmente há trabalho demais no seu prato. Se esse for o caso, talvez seja hora de você deixar os outros assumirem parte da carga de trabalho. Após monitorar como gasta o seu tempo, considere que aspecto da administração da empresa ocupa a maior parte do seu tempo: É o marketing? Contabilidade? Para muitas pequenas empresas, a resposta é contratar um diretor de vendas ou até um diretor-executivo operacional, diz Berke. Essa opção pode ser cara, mas é provável que você colha os frutos na forma de produtividade, diz ela.

Outra opção é contratar empresas tais como a O/E FamilyCare, que cuidam dos detalhes do dia-a-dia -liberando mais o seu tempo. Desde pegar roupa na lavanderia, tratar do conserto do carro, até encontrar assistência para idosos e crianças, planejar suas férias, os programas de concierge existem para ajudá-lo a administrar o seu tempo. "Contanto que não seja ilegal ou antiético, nós cuidaremos disso", diz Leibow. Os custos desses arranjos para uma empresa, que incluem serviços de concierge de funcionários, variam de US$ 2.000 a US$ 10,000, além de uma taxa de US$ 1 a US$ 3 mensal por funcionário, diz Leibow.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O valor do conhecimento nas organizações

Vicente Falconi chama a atenção para a importância de padrões bem projetados e da organização no processo de gestão.




Veja a cobertura completa da ExpoManagement 2009.

Qual a distinção entre processo e operação? A pergunta do presidente da Tecnisa, Carlos Alberto Júlio, para Vicente Falconi abriu portas para uma longa explicação do especialista. Falconi disse que processo é uma seqüência de valores agregados e operação é o trabalho conduzido por homens e máquinas para obter esse valor. “No processo não tem homens e nem máquinas, é só a seqüência dos valores agregados. Para agregar esses valores é que se estabelecem os padrões. Por isso, padrões técnicos de processo”, explicou.

Para garantir a execução, Falconi afirmou que é preciso ter padrões bem projetados, pessoas conscientes das metas e controle dos processos e valores agregados para obter na ponta o produto que se deseja. Para ele, as pessoas podem mexer nos padrões das operações, mas não nos processos. “A organização do processo é fundamental para se ter o controle dele”.

Informação em si não vale nada
Imagine que você queira ensinar o seu filho a andar de bicicleta. Você pode fazer um Power Point e dar uma aula técnica para ele. Chamamos isso de conhecimento explícito. Mas o conhecimento tácito, ele só passará a ter quando começar a realmente andar de bicicleta, a cair, levantar, se equilibrar e se exercitar. “Todo o conhecimento técnico vai para os sistemas, mas todo o conhecimento tácito vai para as mãos e cabeça das pessoas”, ressalta.

Falconi explicou que existe certa confusão entre conhecimento técnico e conhecimento de método. Conhecimento técnico relaciona-se com o processo no qual o indivíduo trabalha. Se alguém trabalha em marketing, deve ter conhecimentos profundos que são específicos dessa área. “Toda organização deve zelar para estar sempre atualizada em conhecimento técnico em nível global”. A busca do melhor conhecimento técnico em todo o mundo deve ser uma prática contínua, visando manter a empresa em nível mundial o tempo todo. “É nesse nível que se compete nos dias de hoje”, explica o palestrante.

Vale ressaltar que a absorção do conhecimento técnico é feita de maneira mais eficaz por meio da prática do método gerencial. Um dos pontos centrais da prática do método é a agregação contínua de conhecimento técnico por meio da análise. “Hoje você tem um absurdo de informações que não servem para absolutamente nada, não estamos preparados para fazer análise. Informação em si, não vale nada”, destaca.

Resultados extraordinários
Falconi fez questão de frisar para a platéia uma mensagem que considera bastante relevante: uma empresa é constituída de pessoas, e pessoas demoram para aprender. “Educação é, de longe, um dos maiores negócios do mundo, mas nós temos limitações de aprendizado e a empresa também. Há uma curva de aprendizado”, afirmou.

Quanto mais conhecimento os funcionários conseguem absorver, melhores são seus resultados individuais e melhores se tornam os resultados da empresa. Esse conhecimento só necessita ser gerenciado de alguma forma.

Ele explicou que é mais interessante reter as pessoas na empresa, já que elas carregam conhecimentos muito difíceis de se repor e representam ganhos nos níveis de produtividade. Mas alertou que, nesse ponto, os gestores precisam ter cuidado com duas coisas: sistema de padronização exemplar e um baixo turn-over, porque é na cabeça das pessoas e nos padrões que o conhecimento está guardado. E é o crescimento da empresa em conhecimento que permite que ela tenha resultados extraordinários. “A caminhada é longa, mas o caminho é esse”, concluiu.

HSM Online
01/12/2009