segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sustentabilidade? O que é Sustentabilidade?

Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de contas, o que é sustentabilidade?

“sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”.

Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?”

Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra.

Assim, as idéias de projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade, começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis. Da mesma forma, cuidando para que o envolvimento das comunidades viventes nessas regiões seja total e que elas ganhem algo com isso; todos ganham e cuidam para que os projetos atinjam o sucesso esperado.

A exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.

De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.
Abraços a todos!!
Priscilla

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ou a zona do euro se despedaça ou a crise da dívida pública vai piorar muito. Provavelmente os dois ocorrerão!



Segundo Niels Bohr, Prêmio Nobel de Física de 1922, “predição é muito difícil, especialmente se for sobre o futuro”. Ele não ganhou o Prêmio Nobel à toa. Ainda assim, vou me arriscar a fazer uma previsão. Pior, sobre o futuro.

A zona do euro ruirá em breve, talvez este ano. Na primeira vez em que comentei a heresia de dizer isto, no ano passado, quase me internaram. Deveriam ter internado. De lá pra cá, minha convicção aumentou.
A tragédia grega é só o início do acirramento das tensões no velho continente. A fim de expandir mercados para exportações e reduzir seu custo de financiamento, os países da zona do euro abriram mão de controle sobre política cambial e monetária. Só que cada um manteve sua soberania política e fiscal. Seus governos taxam cidadãos e gastam dinheiro público como bem entendem e, quando gastos ultrapassam receitas, emitem dívidas livremente, como qualquer outro país.

Esta dicotomia entre monetária e cambial idêntica e políticas fiscais dependentes se sustentou até aqui por duas razões. Nos anos que antecederam o colapso do mercado imobiliário americano, época de dinheiro abundante, investidores faziam vistas grossas a desequilíbrios fiscais. Alem disso, até 2007, estes desequilíbrios eram bem menores. Ao eliminar trilhões de dólares da riqueza mundial, a crise levou investidores a se preocuparem com a quem emprestam.
Para piorar, a situação fiscal dos países europeus se deteriorou, em alguns casos, muitos Governos viram-se forçados a socorrer instituições à beira da falência e consumidores endividados até o pescoço, muitos deles sem emprego. Para uma recessão ainda mais profunda, aumentaram muito gastos e déficits, que diversos casos já não eram pequenos.

Para financiar a gastança, emitiram-se quantidades enormes de divida pública. Os investidores começaram a desconfiar que dívidas e déficits tão grandes dificilmente serão pagos e cortaram o financiamento, bem na hora que os europeus mais precisavam.
Surge a insustentabilidade da zona do euro. Países que, no passado, conseguiram sair de uma situação parecida com a dos chamados “porcos” europeus – da sigla PIGS, iniciais de Portugal, Irlanda/Itália, Grécia e Espanha em inglês, sem ter de passar por um calote, adotaram um mix de estímulo monetário, desvalorização cambial, ajuste fiscal e ajuda externa.
Aí que a porca européia torce o rabo. Na união monetária, cada país não tem controle sobre estímulo monetário ou desvalorização cambial. Além disso, cortes e gastos públicos-leiam-se salário de funcionalismo público, aposentadorias, programas de governo, etc. provavelmente não serão politicamente viáveis.

No campo da ajuda externa, entraves políticos também emperram. Em nome da soberania européia, o apoio financeiro do FMI foi dispensado. As dividas dos PIGS são tão grandes que um pacote resgate vindo da única economia grande e sólida da Europa, a Alemanha, talvez deixe a própria em situação crítica, além disso, convencer um trabalhador alemão de 67 aos a sustentar o sistema de previdência da Grécia onde alguns se aposentam aos 54 anos, não parece tarefa fácil.
Ou zona de euro se despedaça ou crise da dívida pública européia vai piorar muito. Provavelmente os dois. Não digam que não avisei.

Ricardo Amorim é economista do “Manhattan Connection” (GNT e da “Economia e Negócios” (Rede Eldorado) e presidente da Ricam Consultoria).

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Dono da Vida.



Na semana que passou fui a um enterro, levando minha mãe para acompanhar o sepultamento de um amigo de infância dela e quando nos deparamos com esses fatos, eles nos conduzem à reflexão da vida e seu tempo.

Lembramos das historias, das memórias das pessoas que passam na nossa vida e claro nosso tempo aqui, qual o tempo das coisas... ? Qual o tempo das pessoas...?

Sempre que procuramos entender a vida, nossos sonhos, objetivos, circunstâncias, a racionalidade nos conduz há aliar o tempo. Por vezes esse tempo não é somente perante a nossa existência na vida, mais coisa simples, como o tempo das coisas comuns.

Quanto tempo devo ficar nesse emprego? Será que já chegou meu tempo ou quanto tempo devo esperar tal situação para que seja coerente minha atitude de mudança?

Recordo-me da ressurreição de Lázaro amigo bem próximo de Jesus, quando ele chega à casa da família as irmãs de Lázaro falaram assim: Jesus se Senhor tivesse chegado mais cedo, isso não teria acontecido (a morte de Lázaro). Na racionalidade delas bem coerente há vida, o tempo tinha ultrapassado o poder de Deus em intervir nos acontecimentos... Jesus muda a historia da vida daquela família, dando vida e mudando o tempo das coisas, ressuscitou Lázaro.

Mais entendendo os acontecimentos, Jesus chora (sentindo o momento, demonstrando sua inclusive proximidade a família) e em seguida ordena:

1 – Tirem a pedra!
Existem coisas na vida que por mais que exijam uma ação sobrenatural de Deus, elas começam com nossas ações.

2 – Sai Lázaro!
Existem coisas que é parte sobrenatural de Deus mesmo, dependem Dele e não de nós.

3 – Tirem as faixas!
Na mudança, na compreensão de tempo das coisas no ressurgir de um novo tempo devemos tirar as “amarras” do passado, os aprisionamentos do passado, agora renovados em Deus.

Deus abençoe muito!!

Abraços.

Pr. Lincoln Lyra

terça-feira, 6 de abril de 2010

Caos no Rio


Hoje todos os cariocas acordaram com um sinal de alerta. Choveu muito por toda a noite e a cidade amanheceu completamente alagada. A maioria das vias expressas da cidade fechadas. Os tele-jornais avisaram sobre o estado de calamidade. E os governantes alertaram para que todos ficassem em suas casas. Que jeito!? Não tem mesmo como ir trabalhar! Nos resta termos Gratidão por estarmos em casa e seguros. E que possamos aproveitar esse dia com os familiares. Se puderem desliguem a TV de vez em quando e dêem atenção a filhos e familiares. Paz a todos!