quarta-feira, 7 de julho de 2010

Li...reli...pensei e escrevi!

Para Roberto Aguiar, também especialista em segurança pública e professor da Universidade de Brasília (UnB), a superlotação, além de atrapalhar a gestão dos presídios, impede que sejam feitas ações de ressocialização dos presos. “O problema mais grave de nosso sistema atual é que um interno é punido três vezes. Primeiro porque fez algo ilegal e deve cumprir pena. Depois, quando chega à cela, porque é submetido às regras internas impostas por outros presos, que vão desde práticas sexuais até trabalhar como empregado. E por último, depois de cumprir a pena, ele volta à liberdade, mas não é aceito porque é ex-criminoso. Isso é desumano", afirma.

Li..re-li...e...pensei...e resolvi a escrever.

Primeiro: Existe na sociedade a falsa idéia de que o homem nasce bom e o meio é o que o transforma... Este pensamento é Russoriano... Fruto também de uma religião chamada de evolucionismo... Não só o homem evoluiu de um seu irmão mais próximo, os símios, como também a luta pela sobrevivência da espécie é facultada aos mais fortes e melhores dotados de habilidades. Há poucos dias atrás um jornal do Rio de Janeiro publicou uma matéria que contraria estas posições. Este veículo publicou uma matéria em que relacionava diversos colegas e amigos do Fernandinho beira-mar. De todos os nomes publicados pelo jornal o que chamava a atenção é que somente o beira-mar é que tinha se enveredado pelo caminho da marginalização. De outra feita não é a precariedade da vida que nos transforma em bandidos. Lembremo-nos que somos milhões de brasileiros que acordamos bem cedo e enfrentamos as condições de trabalho mais adversas e continuamos lutando um combate pelo pão de cada dia. Lembremo-nos também de que morador de comunidades carentes e pobres não são sinônimos de pessoas-do-mal.

Segundo: Temos que ter o cuidado para não cairmos no engano de que todos os marginais podem ser recuperados e que somente tratar com eles em condições melhores os farão seres humanos melhores. Não estou dizendo com isso de que devemos olhar e oferecer reais condições de humanização mas, ter a certeza de que nem todos serão melhores por que tem condições melhores de assistência.

Terceiro: O grande problema é que generalizamos a população carcerária como se todos fossem bonzinhos e coitadinhos... Eles não tiveram chance... etc..etc.
Devemos sim separar delitos e delitos. No entanto o que ocorre no Brasil é o favorecimento de alguns e o encarceramento de outros... Todos são iguais perante a Lei. Ninguém em sã consciência brasileira acredita neste princípio legal! É direito pétreo que no Brasil é quebrado!
Temos que considerar que delitos graves devem ser considerados em prisões com a característica de atender a estes delitos e delitos fortuitos devem ter um encarceramento para tal. Não podemos é juntar criminosos considerados por crimes hediondos com delitos efetuados por características eventuais.

Quarto: O Estado desconhece o apoio às vítimas.... O nosso sistema judiciário é lento e lento! No Brasil ainda existem municípios que sequer tem defensoria pública. Nos que existem faltam advogados. As varas judiciais estão repletas de processos e não temos juízes suficientes para julgar. Um processo é tão cheio de etapas que os anos consomem a percepção de justiça.
Quinto: Creio que o ser humano pode ser restaurado pelo poder infinito do amor de Jesus. Creio que homens e mulheres tiveram e hoje dão este testemunho de que ao aceitarem este amor realizado na Cruz do Calvário, suas vidas tomaram novo rumo, aconteceu o processo de conversão.

Mas, Jesus quando sofria na cruz pelo meu e seu pecado, estava ladeado por dois criminosos. Um deles pedia ao Senhor da Vida que o acolhesse em sua morada, o outro desdenhava de Jesus. O Cristo deu ouvidos ao que por ele clamava ao outro.
Amor é uma decisão! Contém uma parcela mui grande de compaixão.
Portanto, nenhum sistema tem o poder de consertar o ser humano. Não é a humanização dos presídios que fará esta obra.

Vamos em frente!
Professor Marcos Tarcisio