quarta-feira, 26 de maio de 2010

Para Águia ouvir


Queridos ÁGUIAS,

Apresentamos aos Senhores (as) o novo CD do amigo César Belieny, autor da música tema do TCA 'O Despertar do Águia'. Não podemos deixar de elogiar o excelente trabalho com a aparente suspeita. Mas, o CD está muito legal e a Faixa 7 'Despertar da Águia' o nosso Hino sensacional!

Aqueles que desejarem adquirir um exemplar do CD entrem em contato conosco, ou pelo site:
cesarbelieny.com.br

A seguir subscreveremos a faixa-poema que abre o álbum:

1- CONVERGÊNCIA ( poesia ) - ( César Belieny )

A convergência me aponta

Para o contém e o está contido

Para o que é manifestado no secular sendo Santo

A convergência me aponta

Para o que é perfeito nos imperfeitos

Aponta pra causa e não pros efeitos ou defeitos

A convergência me aponta

Para o bom subjulgado mau, o mal no bem

E na antítese, o Sagrado se faz profano

A convergência me aponta

E me apronta para um só caminho, uma via crucis

Na dor que arde as máscaras caem, são furados os bloqueios

E ainda que o medo não acabe, desperta-se a águia renovada

No Filho herdeiro, nos tornando co-herdeiros em família

Nessa jornada todos se encontram, convergindo, convertidos

Em direção ao alvo, a salvos, pro alto, pra vida, pra alegria de estar vivo.

Convergência, a paz

Convergência, o amor

Convergência, o Reino

Convergência, a Cruz



Até breve!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Um texto sobre um contexto

Certas coisas na caminhada que empreendemos nos fazem parar e respirar fundo, para tomarmos um pouco de alento e depois de medidas feitas, continuarmos dando passo sobre passo.
Uma dessas coisas que me fizeram parar nestes dias foi um artigo que li, não pelo interesse no autor e sim, pelo interesse
despertado pelo título. Este artigo está publicado na revista Veja edição nº 2163 de 05 de maio. Portanto, ainda dentro de uma data mui próxima.
O articulista Sr. Roberto Pompeu de Toledo de forma brilhante desenvolve o tema nos chamando a atenção sobre o grande e novo jogador da atualidade Neymar.
Desenvolve o tema trabalhando a pessoa do Pai que amargurou uma mesma profissão, porém sem o mesmo brilho e talento do filho.
Mas, o que me chamou a atenção foram as seguintes comparações que o autor faz, exemplo: “E os estudos? Neymar parou cedo, e nesse ponto não há notícia de empenho do pai em sentido contrário. O jogador Henry, da seleção francesa, disse uma vez que a grande vantagem dos jogadores brasileiros é que desde meninos eles não têm outra coisa a fazer senão jogar bola na rua, nas praias ou nos campos, enquanto os europeus passam o dia na escola”.
O autor prossegue: “O argumento leva à conclusão de que o sucesso do futebol brasileiro se deve ao fracasso do sistema escolar do país”. Assim, termina o articulista seu texto.
Bom, vamos tecer algumas considerações:
Primeira: O argumento do jogador Henry não é de fato estarrecedor, contudo o sucesso de nosso futebol está nas habilidades de nossas crianças e de que este esporte é de fato praticado por todas as classes sociais, mas de certa forma mais incentivado nas classes menos favorecidas de nosso povo. Ora, o nosso sistema educacional promulga justamente o inverso, ou seja, temos escola em todos os rincões deste país, porém as melhores estão dentro das possibilidades financeiras de alguns poucos privilegiados.
As escolas que fazem sucesso, não são as públicas e sim as escolas particulares e principalmente as de mensalidades altíssimas.
Assim, a prática do futebol é para todos... A escola embora midiaticamente seja para todos na verdade... É para poucos. O que precisamos talvez não seja mais dinheiro. O que precisamos é de uma política educacional que seja absorvente e não excludente. Enquanto teimarmos em achar que três horas por dia de escola levarão alguém a algum lugar.
Perceberemos sempre que este lugar nunca chegará. Se tivéssemos uma escola de tempo integral, com um novo currículo, certamente não teríamos que com tristeza verificar que talentos podem muito bem coexistir com uma escolaridade alicerçada nos conhecimentos fundamentais e necessários para um homem tornar-se apreciado não num curto espaço de tempo e sim numa vida toda.
Segunda: Quantas escolas você sabe que foram construídas neste país nos últimos anos? Agora com certeza todos sabemos que muitos estádios de futebol foram construídos e outros tantos serão nos próximos anos, afinal sediaremos a copa de 2014. Parabéns a todos... Somos o país do futebol... E quanto a educação... Deixa isso prá lá!

Prof. Marcos Tarcisio Pinto Lopes

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Entrevista com William Bratton

Diagnóstico da CRIMINALIDADE

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"Gosto de me ver como um médico”, disse William Bratton, ex-chefe de Polícia de Nova York e de Los Angeles, em visita ao Rio de Janeiro. A gestão de Bratton à frente dessas duas instituições foi reconhecido graças a uma queda significativa da criminalidade em ambas as cidades, resultado de uma modernização da força policial.

“Nas décadas de 60, 70 e 80, a polícia norte-americana era reativa e orgulhava-se do número de prisões efetuadas, crimes resolvidos e da rapidez de suas respostas”, conta. “Mas o fato é que esse tipo de ação não reduz as taxas de crimes, para isso precisamos de uma polícia preventiva – foi isso que revolucionou o policiamento”, declara.

Bratton foi o responsável por implantar o sistema Computer Statistics (CompStat) na polícia nova-iorquina nos anos 90. “Após três décadas nas quais pouco foi feito, nós abraçamos uma nova filosofia de polícia comunitária, estabelecendo parcerias com agências de justiça criminal e comunidades”.

Em primeiro lugar, de acordo com Bratton, uma polícia eficiente tem que entrar em contato com as comunidades afetadas para saber o que elas consideram como prioridades. Assim, segundo Bratton, a polícia pode fazer um diagnóstico da situação, desenhar mapas de crime e listar estratégias para resolução de problemas que levem à redução da criminalidade. “Definitivamente não há só uma solução. Cada comunidade é diferente, têm seus próprios medos, crimes, desordens, enfim, sua própria identidade, com a qual a polícia tem que lidar”, explica Bratton.

Levando sua experiência para além das fronteiras dos Estados Unidos e da corporação, Bratton preside a Altegrity Risk International, uma empresa que presta consultoria sobre segurança. Em seu “Oito passos para reduzir o crime” na publicação Americas Quarterly, ele explica sua filosofia de trabalho.

Bratton ficou bastante entusiasmado com o progresso feito pelos planos de segurança pública implantados em Bogotá e Medelin, na Colômbia, e no programa de Unidades de Polícia Pacificadora, no Rio (UPP) do Rio de Janeiro.

Para ele, um Estado democrático tem que ter a capacidade de garantir a segurança dos cidadãos. Em relação à América Latina, segundo Bratton, isso significa que a polícia tem que ser firme e atuante em todos os lugares, garantindo a segurança de todos, não importa aonde vivam. Ele acha que a América Latina tem um longo caminho pela frente no combate à corrupção, mas tudo é uma questão de dar os primeiros passos. “Em Los Angeles, por exemplo, cerca de 500 oficiais, de um total de nove mil, se dedicam exclusivamente a investigar a má conduta de policiais”, pondera.

O senhor se compara a um médico. Por quê?

Eu trabalho fazendo diagnósticos e tendo que achar a dose certa do remédio para combater o crime. Minha atuação tanto em Nova York quanto em Los Angeles, era, em muitos aspectos, estabelecer prioridades e ver como poderíamos alcançar uma boa sinergia para obter os melhores resultados com recursos quase sempre limitados.

Em Nova York reduzi tudo isso a três elementos sobre os quais precisávamos trabalhar juntos: armas e violência armada, tráfico de drogas; e violência na juventude. Em Los Angeles tive menos recursos à disposição e fui forçado a procurar modos de obter mais impacto, o que resultou na criação de parcerias com várias agências do governo. Atuei como um médico que precisa estabilizar um paciente em situação crítica e deve tomar uma decisão: qual problema combater primeiro? Numa favela, por exemplo, isso pode significar aumentar a confiança da comunidade na polícia.

O que o senhor pensa sobre o conceito de “tolerância zero”?

A tolerância zero foi associada à minha gestão em Nova York mas foi um mal-entendido. A única coisa para qual deve se aplicar a tolerância zero é a corrupção policial. Vai sempre haver certos tipos de crime, tipos de desordem, a polícia nunca vai ter os recursos necessários para uma política de tolerância zero. Usar o termo quando nos referimos ao grafite, por exemplo, estamos passando a mensagem errada.

O termo foi usado com mais frequência nos anos 90, depois que um oficial do governo britânico, em visita a Nova York, ouviu a expressão e confundiu a maneira como ela estava sendo aplicada – ele achou que estávamos usando a tolerância zero em todas as questões nas quais trabalhávamos no momento (grafite, prostituição, qualidade de vida) e levou essa idéia para a Inglaterra. Nunca usei essa expressão fora do contexto da corrupção policial.

Qual é o problema de se medir a eficiência policial por índices como o número de prisões, por exemplo?

Isso é o que chamo de policiamento reativo e é um modelo fracassado porque não vai reduzir o medo nem o crime. Posso falar da minha experiência em Nova York e em Los Angeles. Desenvolvemos um sistema de accountability policial (de responsabilização) chamado CompStat (Computer Statistics) baseado em mapas de crime, de forma que você pode descobrir onde pode ocorrer um pico de crimes e agir rapidamente enquanto ainda são dois ou três crimes, ao invés de agir depois que se tornaram 20 ou 30.

Estes sistemas são usados para medir a eficiência do trabalho policial baseados na qualidade da resposta da polícia ao crime. Para o nosso sistema funcionar, fomos obrigados a descentralizar a polícia e agir junto a cada comunidade segundo as suas próprias prioridades e seus temores.

É possível acabar com a corrupção policial?

É possível sim. Nós a temos bastante sob controle nos Estados Unidos. Hoje, pode haver casos isolados de indivíduos ou pequenos grupos que adotam práticas corruptas, mas nada que se assemelhe à corrupção sistêmica dos anos 50 e 60. O problema na América Latina é que ainda se imagina que a corrupção é sistêmica, os cidadãos acreditam que a corrupção é geral, o que interfere na sua capacidade de confiar na polícia. Quando a corrupção de menor amplitude é disseminada, isso afeta não apenas a credibilidade da polícia, mas do próprio governo.

Como combater a corrupção policial?

Policiais nos Estados Unidos recebem bons salários e são respeitados. Em Los Angeles destacamos quase 500 policiais (de um total de nove mil) para se dedicar exclusivamente à investigação da corrupção policial e uso indevido da força. Não se pode infringir a lei. Dizemos aos policias: ‘você está aqui para defender o cumprimento da lei, se você for contra a lei, vamos te encontrar, te prender, você vai pra prisão. Se você for corrupto, se cometer abusos, for racista, o mínimo que vai te acontecer é ser demitido’.

Temos também um processo seletivo bastante exigente. Para se tornar um policial, o candidato tem o seu passado investigado, passa por exames psicológicos, detectores de mentira e testes com polígrafos. Não é fácil se tornar policial nos Estados Unidos. Nós os treinamos bem e pagamos bons salários. Também conduzimos nossas investigações sempre de forma transparente, maus policiais são presos publicamente e demitidos publicamente. Eu acredito naquela máxima Americana, “you get what you pay for” (você recebe o serviço pelo qual você pagou).

Qual é a importância da carreira policial nesse contexto?

Muito importante. A Colômbia, por exemplo, vem desenvolvendo sistemas que valorizam o trabalho policial. Eles são bem pagos e bem treinados, recebem boas aposentadorias, assistência médica de qualidade, moradia e escolas para os seus filhos. Quando o governo investe na polícia, pode exigir tolerância zero para a corrupção. Quando os policiais recebem salários baixíssimos, como me lembro que era o caso dos policiais brasileiros na década de 90, é praticamente o mesmo que esperar que um policial procure atividades paralelas para se financiar. A polícia nos Estados Unidos está firmemente localizada na classe média, isso nos permite ter tolerância zero para corrupção.

Isso se aplica também a excessos cometidos por policiais?

Ao melhorar as condições de trabalho e de moradia dos policiais, isso também permite um foco maior no respeito aos direitos humanos. Pode-se recrutar, treinar e monitorar policiais de forma que não cometam violações aos direitos humanos. Tem um ditado chinês que diz que uma viagem de mil milhas começa com os primeiros passos.

A existência de várias forças policiais dificulta esse controle?

Aqui no Brasil vocês têm um desafio a mais que é o fato de terem duas forças policiais que atuam de modo completamente independente, no caso, a Polícia Militar e a Polícia Civil. Pelo que me dizem, nem sempre trabalham bem em conjunto, os policiais militares têm pouco treinamento e os policiais civis são advogados, o que gera praticamente um conflito de classe.

Nos Estados Unidos, todos os detetives e chefes de polícia começam como praças. No sistema brasileiro seria impossível um praça chegar a coronel. À medida que eu fui subindo de patente, aprendi a valorizar e entender todas as funções no departamento de polícia, o que facilitou interações muito mais harmônicas nas nossas operações.

Mudar um sistema como o do Brasil implica em grandes obstáculos. No Rio, vejo há um grande esforço para que as duas forças trabalhem juntas eficientemente. Coordenar as forças é de grande importância para um policiamento eficiente.

O senhor vai prestar consultoria para o plano de segurança das Olimpíadas?

Nós estamos disponíveis para isso, se houver interesse. Estamos preparando várias propostas que acreditamos podem ser úteis. A boa notícia para o Rio de Janeiro é que há várias boas ideias já em curso, e estou muito bem impressionado sobre quanto progresso foi feito em tão pouco tempo. Ao melhorar a eficiência da polícia, o esforço de policiamento comunitário nas favelas, tudo isto mostra que a polícia deve trabalhar para a polícia e não contra ela.

Foto: Márcia Farias/Viva Favela

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Palestra: A Segurança de Grandes Eventos

Prezados Águias,

No dia 26 de maio às 12:15 o nosso Águia 01 (Roberto Marconi) ministrará uma palestra sobre o tema: A Segurança de Grandes Eventos - Copa 2014 e Olímpiadas 2016 para o COBRASE, no auditório 1 da EXPOSEC.

Quem quiser tomem mais conhecimento pelo site: http://www.pacin.com.br/_scripts/congresso44.asp


Compareçam!!!!!!!

Prova de Redação


Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: Você tem experiência?
A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.


REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora... Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
'Qual sua experiência?' .
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência. Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:

'Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?'